Agosto, mês do desgosto?

Está na hora de falarmos sobre planejamento e proteção!

Agosto chegou e, junto com ele, o velho ditado: “Agosto, mês do desgosto!”

Agosto tem a fama de ser um mês longo, sem feriados e, por vezes, associado ao azar, às perdas e à ideia de que coisas ruins poderiam acontecer simplesmente porque o calendário mudou.

Mas, enquanto algumas pessoas vivem este mês esperando que alguma coisa dê errado, eu quero fazer uma provocação diferente:

E se o problema não for a falta de sorte? E se parte das nossas dores e ansiedades vierem justamente daquilo que deixamos de planejar e proteger?

Essa pergunta me levou a um assunto que trabalho e enfrento no meu dia a dia, fundamental para a nossa paz, mas que ainda é tratado como um tabu: a nossa relação com o dinheiro!

Por que quase ninguém nos ensina a lidar com dinheiro?

Na escola aprendemos matemática, história, geografia, ciências e português. Mas quantas vezes sentamos em uma sala de aula para aprender, de verdade, como funciona um orçamento pessoal?

  • Como organizar a vida financeira sem sofrimento?
  • O que realmente significam os juros compostos ao longo dos anos?
  • Como funciona o crédito e quais são as suas armadilhas?
  • O que é e como se constrói uma reserva de emergência?
  • Como diferenciar uma necessidade real de um desejo momentâneo?
  • Como planejar uma conquista importante sem comprometer o futuro?
  • E, acima de tudo: como lidar com o dinheiro sem fazer dele uma fonte permanente de ansiedade?

Recentemente, algumas escolas passaram a adotar de forma superficial essa matéria, mas para a maioria absoluta das pessoas, esse aprendizado só acontece na dor e depois que o problema se instala. Quando a dívida já acumula, o cartão de crédito compromete os meses seguintes, o salário termina ainda no dia 20 ou quando uma emergência médica ou familiar acontece e não existe nenhum colchão financeiro.

Só então começamos a tentar consertar aquilo que poderia ter sido evitado, ou minimizado, com planejamento.

O imediatismo pode parecer liberdade, mas pode virar uma armadilha

Vivemos em uma época em que quase tudo está disponível com um clique:

  • Quer alguma coisa? Compra.
  • Quer comer? Pede pelo aplicativo.
  • Quer viajar? Parcela em doze vezes.
  • Quer trocar de carro ou celular? Financia.

E preciso deixar claro: não há nada de errado em consumir ou querer realizar vontades.

O problema começa quando essa compra não planejada faz o desejo do “hoje” comprometer sistematicamente a tranquilidade do “amanhã”. O “eu quero” passa a ganhar do “eu posso”, o “depois eu vejo como pago” vira rotina e, aos poucos, escolhas impulsivas começam a roubar o nosso sono.

Dados recentes, de quando escrevo esse artigo em agosto de 2026, motram que o endividamento passou a comprometer diretamente o cotidiano das famílias brasileira: 81,6% estavam endividadas em junho, e cerca de 29,7% da renda mensal era destinada ao pagamento de dívidas; na prática, quase R$ 30 de cada R$ 100 recebidos deixam de estar disponíveis para supermercado, aluguel, contas básicas, lazer, poupança ou emergências, aumentando a necessidade de cortar gastos, adiar pagamentos e recorrer a crédito caro.

A dívida não destrói apenas contas: ela destrói relacionamentos e paralisa a vida

O descontrole do dinheiro e o endividamento não são apenas números negativos no aplicativo do banco, eles são causas diretas de rupturas na vida pessoal.

Problemas financeiros estão entre os principais motivos de divórcio e conflitos familiares no Brasil e no mundo. 

A pressão diária da falta de recursos acaba com qualquer paciência, transforma conversas simples em cobranças agressivas, gera desconfiança no casal e cria um clima constante de tensão dentro de casa. 

As dívidas tiram a paz da família, afetam a criação dos filhos, geram isolamento social e corroem o afeto.

A pessoa passa a viver em estado de estresse crônico e exaustão emocional. O corpo reage com insônia, dores físicas, ansiedade e episódios de depressão.

E aqui nasce um ciclo quase imperceptível: uma pessoa tomada pela preocupação financeira não tem forças nem ânimo para mais nada.

Ela não consegue encontrar energia para se alimentar melhor, não tem disposição para fazer atividade física e vai adiando indefinidamente os exames de rotina e os check-ups de saúde. O esgotamento mental é tão profundo que o autocuidado vira um peso insustentável.

A ilusão do “trabalho como fuga” e os benefícios subutilizados

Diante desse cenário sufocante em casa, muitos profissionais tentam usar o ambiente de trabalho como um “refúgio”. Acreditam que mergulhar nas tarefas e se ocupar por 8, 10 ou 12 horas fará com que consigam esquecer as dívidas e os problemas pessoais.

Mas o trabalho não é uma ilha isolada da vida humana. Essa tentativa de fuga quase nunca funciona por muito tempo e gera consequências graves no ambiente corporativo:

  1. Aumento do presenteísmo e erros operacionais: O colaborador está de corpo presente, mas a sua capacidade cognitiva está sequestrada pela preocupação. Ele perde o foco, comete erros em processos críticos e tem sua tomada de decisão severamente prejudicada.
  2. O paradoxo dos benefícios não utilizados: De nada adianta a empresa oferecer o melhor plano de saúde, parcerias com academias ou auxílio-nutrição se o colaborador estiver mentalmente paralisado pela ansiedade. O benefício está lá, mas a pessoa não tem energia psicológica para usá-lo.
  3. Síndrome de burnout e clima tóxico: Tentar compensar o estresse trabalhando em excesso acelera o esgotamento físico e emocional, gerando afastamentos médicos e irritabilidade que contamina reuniões e equipes.

O papel dos líderes empresariais para construir um ambiente de segurança real

É aqui que entra o papel fundamental das lideranças e do RH.

As empresas não têm o dever de gerenciar a conta bancária dos seus funcionários, mas têm a responsabilidade de não ignorar que lidam com seres humanos integrais. Se a sua equipe está estressada, adoecendo e tendo suas relações destruídas fora da empresa, isso vai se refletir diretamente no desempenho, na retenção de talentos e no clima organizacional.

Líderes preparados não fingem que o problema não existe. Eles constroem ambientes psicologicamente seguros, onde o colaborador não precisa mascarar o sofrimento até colapsar. E a empresa atua de forma preventiva, oferecendo ferramentas reais de educação, acolhimento e proteção.

Por muito tempo, os benefícios corporativos foram tratados apenas como uma lista fria de RH:

  • Plano de saúde
  • Plano odontológico
  • Vale-refeição
  • Seguro de vida
  • Academia

Todos são fundamentais, mas entregar um benefício sem ensinar a usar e sem abordar a saúde de forma preventiva é fazer o mínimo.

Transformar o ambiente de trabalho em um espaço seguro exige ir além da lista de benefícios, exige promover conversas reais sobre saúde mental, estabilidade financeira e gestão de riscos.

Planejamento e proteção são os pilares de uma vida sólida

Pense na sua vida, na sua família e na sua carreira como uma casa.

Quando construímos um imóvel, os pilares e as fundações não servem para deixar a casa esteticamente bonita. Eles existem para garantir que a estrutura permaneça de pé diante das intempéries.

Uma casa erguida sobre uma fundação sólida não desmorona quando surge uma tempestade inesperada ou quando ventos fortes começam a soprar. Ela foi projetada para resistir.

Na nossa vida, o planejamento financeiro e a gestão de riscos funcionam exatamente como essa fundação:

  • Uma reserva financeira não impede que uma emergência aconteça, mas evita que ela destrua a paz da família.
  • Um seguro de vida ou residencial garante que um imprevisto grave não desestruture anos de conquistas.
  • Um plano de saúde bem gerido garante acesso rápido e digno ao cuidado sem comprometer o patrimônio familiar.

Planejar e contratar proteção não é atrair o problema, é tirar das mãos do acaso e tomar para si a responsabilidade sobre a sua vida, seu casamento, sua família e seu futuro.

O que a minha trajetória na Porto Seguro me ensinou

Agosto sempre me traz boas lembranças e me faz recordar de uma fase muito marcante da minha trajetória. Por alguns anos, trabalhei na Porto Seguro como consultora especializada em consórcios e cheguei a fazer vários plantões de atendimento diretamente dentro de grandes empresas.

O que mais me chamava a atenção naqueles plantões era perceber que a dificuldade de planejar não tinha relação com o tamanho do salário ou com o cargo. Vi profissionais experientes, executivos e diretores enfrentando a mesma insegurança, a mesma ansiedade e os mesmos conflitos familiares por falta de planejamento.

A minha missão ali era desmistificar a ideia de que planejar significava abrir mão dos prazeres do presente. Pelo contrário: era demonstrar que o planejamento é o único caminho sustentável para transformar um sonho em um projeto real e proteger as pessoas que amamos.

Depois dessa experiência com a Porto Seguro, tirei a minha certificação da SUSEP para comercializar outros produtos securitários, abri a minha corretora e comecei focada naquilo que eu dominava, o consórcio.

Durante o ano, a Porto Seguro faz campanhas de vários de seus produtos e agosto é o mês que ela geralmente impulsiona o consórcio. Por isso, aprendi a enxergar agosto não como o mês do desgosto, mas como o mês das oportunidades. 

Além da sorte e o poder da estratégia no consórcio e na vida

Quando falamos em consórcio, o senso comum costuma resumir o processo a uma única palavra: sorte. É verdade que a contemplação por sorteio faz parte da modalidade e abre portas para quem deseja conquistar o imóvel próprio. No entanto, limitar o consórcio apenas a isso é desperdiçar o seu verdadeiro potencial.

Assim como nos investimentos mais inteligentes, o consórcio oferece ferramentas de controle e antecipação. Quando você entende como ele funciona profundamente, a sorte deixa de ser a única protagonista. É aí que entram estratégias poderosas:

  • Lances embutidos e fixos: Que permitem utilizar uma porcentagem do próprio crédito ou regras da administradora para acelerar a conquista.
  • Lances livres: Onde o planejamento financeiro se alia à oportunidade de ofertar um valor maior e garantir a liberação do recurso de forma planejada.
  • Gestão do fluxo de caixa: Usar o consórcio como uma forma disciplinada de construir patrimônio, sem pagar juros abusivos de financiamentos tradicionais.

Essa dinâmica reflete exatamente como a vida funciona.

Se vivermos à mercê exclusividade da sorte, esperando que as circunstâncias decidam o nosso futuro por nós, ficamos vulneráveis às incertezas e podemos nos dar mal. As oportunidades passam, o tempo corre e os resultados tornam-se imprevisíveis.

Por outro lado, quando assumimos o controle sobre as nossas decisões, traçamos metas e adotamos estratégias ativas, a realidade muda de figura. A vida, assim como o consórcio, deixa de ser uma aposta e passa a ser um caminho direcionado.

Afinal, a sorte favorece a mente preparada. No consórcio, esperar ser sorteado é uma opção, construir a sua própria contemplação com estratégia é a escolha dos realizadores.

As campanhas da Porto Seguro em agosto me faz lembrar que não precisamos depender da sorte quando temos informação, organização e proteção.

Talvez agosto seja o momento perfeito para essa conversa

Planejamento é prevenção e prevenção é a forma mais concreta de cuidado e amor que existe.

Talvez agosto não precise ser o mês do desgosto, mas sim o momento de olhar com atenção para aquilo que viemos adiando:

  • A conta que nunca organizamos.
  • A conversa sobre dinheiro que precisamos ter em casa.
  • A reserva de emergência que nunca começamos.
  • A apólice de seguro que nunca revisamos para saber se ainda protege nossa família.
  • O programa de bem-estar da empresa que precisa incluir educação financeira e saúde preventiva de verdade.

O meu convite para você

Se você pudesse planejar hoje uma única ação para fortalecer a estrutura da sua vida pessoal, da sua família ou da sua empresa, qual seria?

Sabe aqueles plantões que eu fazia dentro das empresas no passado? Hoje, ampliei essa missão e levo palestras, workshops e treinamentos de Saúde corporativa preventiva e planejamento financeiro para dentro das organizações. O meu objetivo é te ajudar a encontrar esse espaço seguro, onde as pessoas se sintam acolhidas, preparadas e protegidas.

Com presença e cuidado,

Adriana Sogabe